Publicidade:


O Período Regencial

Economia no Período Regencial

O período que abarca os anos de 1831 a 1840 ficou conhecido na história do Brasil como Período Regencial – período em que o país foi governado por regentes, por determinação de lei que havia na Constituição, uma vez que o príncipe herdeiro, D. Pedro de Alcântara tinha apenas 5 anos e o seu pai, D. Pedro I havia abdicado do trono, para seguir em disputa pela Coroa Portuguesa com o irmão Miguel.

 

Após a abdicação ao trono, a lei determinava que fosse feita uma eleição para escolher três membros da Assembleia Geral, que era formada pelo Senado e Câmara dos Deputados- e que esta, formaria uma Regência, para ocupar o lugar do príncipe herdeiro até que o mesmo atingisse a maioridade. No entanto, no dia 7 do mês de abril,  mesmo dia da abdicação de Pedro I, em 1831, os parlamentares estavam de férias. A solução encontrada pelos parlamentares presentes na capital, na época, o Rio de Janeiro, foi a eleição de uma regência provisória.

 

O período de regência pode ser dividido em duas partes: a regência Trina e a regência Uma.

 

A Regência Trina, provisória e permanente, vigorou entre os anos de 1831 a 1840. Ela foi eleita em eleita em abril, ficou no poder até julho, e era composta pelos Senadores: Nicolau de Campos Vergueiro (liberal moderado), José Joaquim Carneiro Campos (representante dos restauradores) e brigadeiro Francisco de Lima e Silva (dos mais conservadores do Exército).

 

Já a Regência Uma vigorou entre os anos de 1834 a 1840, e foi eleita em julho de 1831, pela Assembleia Geral. Seus integrantes foram: o deputado José da Costa Carvalho (moderado), João Bráulio Muniz e o brigadeiro Francisco de Lima e Silva, que já era integrante da Regência Trina Provisória. Como ministro da justiça, é nomeado o padre Diogo Antônio Feijó. A grande marca da Regência Una foi o conservadorismo.

 

O Período de Regência foi um momento de pouca governabilidade, uma vez que restauradores e exaltados faziam real oposição aos regentes. Foi necessária a criação de uma Guarda Nacional para tentar conter os excessos que se espalhavam pelo país. Vários foram os conflitos que eclodiram durante o período regencial, entre eles a Sabinada, a Cabanada,  Balaiada e a Guerra dos Farrapos. A posição politica de conflito somente foi alternada com a morte de D. Pedro I,  em 1834.

 

A grande marca da Regência Una foi o conservadorismo. Os liberais que almejam mais poder, enfraquecidos acabam articulando o Golpe da Maioridade, que apoiados pela opinião pública, conseguem fazer de D. Pedro II, maior aos 14 anos.

27. abril 2015 por Geografia Legal
Categoria: História | Tags: , , |


O Primeiro Reinado

Brasil O Primeiro Reinado

O primeiro Reinado é o período que corresponde aos anos de 1822 a 1831, no qual o Brasil foi governado por D. Pedro I. O período teve início em 7 de setembro de 1822, com a Independência do Brasil,  e terminou em 7 de abril de 1831, com a abdicação de D. Pedro I, em favor de seu filho D. Pedro, o príncipe regente.

 

O primeiro Reinado enfrentou muitas dificuldades, sendo elas de várias ordens. Foram muitas revoltas populares, e forte oposição política interna, promovidas durante todo o reinado de D. Pedro I. Isto porque havia muitas reações diretas ao processo de independência do Brasil. Muitas províncias não aceitavam ou não queriam reconhecer a figura de D. Pedro I, o líder no processo de mudanças pelas quais o país passava, uma vez que tais províncias ainda estavam diretamente ligadas a Portugal. Nas províncias do Grão-Pará, Maranhão, Piauí e Bahia aconteceram fortes e violentos conflitos armados entre tropas locais e oficiais do governo.

 

Dois anos após a Independência, houve a elaboração da primeira Constituição brasileira, e os políticos que estavam à frente dos trabalhos, fizeram de tudo para limitar os poderes do imperador, o que foi visto como uma reação totalmente autoritária por parte de quem estava ligado aos trabalhos. D. Pedro, que também ficou largamente insatisfeito com a Assembleia Constituinte, mandou as Forças Armadas  fechá-la e, até alguns políticos foram presos durante o processo.

 

Foi então que D. Pedro I ordenou que se fizesse uma nova Constituição e elegeu 10 pessoas de sua confiança para a realização dos trabalhos. A nova Constituição foi outorgada em 25 de março de 1824 e, apresentava todos os interesses autoritários do imperador. Além de definir os três poderes – legislativo,executivo e judiciário – ele ainda criou o poder Moderador, exclusivo do imperador, que lhe concedia diversos poderes políticos, que antes não estavam previstos.

 

Outro ponto que fez com que o desgaste do Imperador aumentasse, foi o conflito conhecido como Guerra da Cisplatina. A Cisplatina, que fazia parte do Brasil, reivindicava a sua independência e, o Brasil, se envolveu diretamente no conflito. Foram várias mortes, e gastos como saldo negativo para o império.  O Brasil saiu derrotado e ainda teve de amargar o reconhecimento da independência da Cisplatina, que passou a ser chamada de República Oriental do Uruguai.

 

Outras foram as revoltas que assolaram o pais, em prol de melhores condições sociais, e que eram também contra o governo do imperador. Uma delas, que ficou conhecida como Confederação do Equador, em 1824,  era formada pelas províncias de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Tratava-se de uma tentativa de tonar a região independente do país. Liderados por Manuel de Carvalho Pais de Andrade, o governo reagiu, prendendo líderes e matando diversos inocentes. O resultado foi mais insatisfação ainda.

 

Em 1831, altamente desgastado, sem autoridade e forças políticas para se manter no poder, abdicou do trono em favor de seu filho.

27. abril 2015 por Geografia Legal
Categoria: Brasil, História | Tags: , , |

O Que é a ALCA?

ALCA

Nos estudos de geografia, em especial na geografia política, muito se houve falar sobre a formação de alguns grupos de países que se juntam para formar blocos que têm determinados objetivos. Um deles é o chamado ALCA – que consiste em um projeto de bloco econômico de livre comércio nas Américas, cujo objetivo maior, quando estiver formado, é eliminar, paulatinamente, as barreiras alfandegárias entre os países por ele formados. No entanto, por conta das sanções impostas pelos Estados Unidos a Cuba, este país não fará parte do acordo. Desde 2005, quando aconteceu a última cúpula das Américas, o projeto de formação da Alca está parado.

 

A ideia inicialmente proposta é que a Alca seja uma dos maiores blocos econômicos do mundo. Na América do Norte, já funciona o bloco econômico NAFTA – formado pelos Estados Unidos, Canadá e México; e na América do Sul, o Mercosul – do qual faz parte Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Em funcionamento, a Alca terá, aproximadamente um PIB de US$ 20 trilhões – considerando todos os países juntos –  e uma população de cerca de 850 milhões de habitantes.

 

No entanto, o que tem sido visto em todas as reuniões de cúpula nas quais foram discutidas as pautas para a formação e efetivação da Alca, o que se obteve foi uma grande dificuldade em sua implantação. Como são os Estados Unidos que estão na liderança da implementação da Alca, por se tratar da maior economia da América, eles estão interessados na abertura total dos mercados, porém encontram resistências de países em desenvolvimento, temerosos da implantação da Alca.

 

Este medo se deve justamente por conta de fraquezas econômicas e pouco desenvolvimento em áreas industriais desses países menos privilegiados.  Uma abertura geral poderia provocar a ruína de alguns parques industriais. Por outro lado, a posição que o Brasil tem defendido é bem clara: a ideia de uma abertura gradual e de negociações feitas em blocos é a melhor saída para todos.  Desta forma, o Brasil ganharia mais força para negociar com os Estados Unidos, e possivelmente se aliar aos mais frágeis.

 

O que muitos temem é o grande desemprego que possa surgir de tal medida. Contudo, a constituição de um bloco como o da Alca, é praticamente inevitável dentro do contexto globalização. São estes blocos que irão proporcionar uma redução considerável em taxas alfandegárias, por exemplo. Ainda serão os blocos que farão um movimento de abertura  econômica e melhor circulação de mercadorias, promovendo a exportação e importação entre os países, melhorando assim, as suas economias.

27. abril 2015 por Geografia Legal
Categoria: Economia, Geografia | Tags: , |

O Que é a Globalização?

A Globalização

A Globalização é a integração das economias mundiais, saiba mais a seguir sobre o assunto.

 

O capitalismo, desde seus primórdios acabou integrando o mundo em uma única economia, junto das grandes navegações, houveram grandes descobertas de novas rotas e terras, além do colonialismo. Em contrapartida se utilizou todo o conceito da globalização para indicar processos recentes de internacionalização de todas as relações econômicas de capital, apoiadas em novas tecnologias para transportes, e telecomunicações e ampliação de capacidades de produção.

Depois dos períodos de Segunda Guerra Mundial, estas tecnologias acabaram eliminando os seus obstáculos de ordem técnica para uma integração maior de economia, com isto o avanço de telecomunicações com a utilização de satélites, bem como a popularização da informática e uma maior eficiência dos meios de transporte, e a expansão de empresas multinacionais começaram a conectar todo o mundo.

Quais foram as mudanças na Globalização com o surgimento da internet?

A internet possibilitou atualmente não apenas a formação de redes de comunicação de ordem instantânea, em tempo real como por exemplo redes de produção de serviços, comércios e entretenimento, e dos investimentos com uma possibilidade de realizar atividades simultâneas entre pontos mais distantes do planeta.

No Brasil em menos de 20 anos, a partir dos anos 2000 o país começou a adotar políticas de economia neoliberal. O país abriu seu mercado interno e reduziu grandes barreiras de proteção criando uma maior facilidade para entradas de mercadorias e investimentos externos, dentre elas aplicações financeiras e investimentos de produção. A partir disto a ideia seria contar com capital estrangeiro para retomar todo o crescimento da nossa economia.

Caso você realize algum teste que envolva questões de movimentos migratórios, estamos falando sobre a globalização. Muitas questões voltadas a crise de 2008 e a saída do Paraguai do bloco que foi liderado pelo Brasil, além de blocos em crise, e a zona do Euro bem como a situação do Mercosul são questões que podem comumente cair em provas. Este conteúdo é de fundamental entendimento principalmente para quem for realizar Enem ou Vestibular já que podem fazer toda a diferença em uma aprovação ou não.

 

27. abril 2015 por Geografia Legal
Categoria: Economia, Geografia | Tags: , , |

O Que é a Gravidade e Quais os Efeitos Que Ela Provoca no Corpo Humano?

Astronautas em Gravidade Zero

A gravidade é uma força física que a Terra exerce sobre todos os corpos celestes, no seu respectivo centro, daí a expressão centro gravitacional da Terra. Mas não é apenas isso. Gravidade também pode ser definida como a força de atração dos corpos, em razão de suas massas. A gravidade relaciona-se diretamente com peso da massa do planeta, sobre todos os objetos que entram em seu campo gravitacional. O peso de um mesmo corpo poderá, portanto, variar de acordo com um ou de outro planeta, se estes tiverem uma massa diferente da do planeta Terra.

 

Desde a chegada do homem à lua, a questão da gravidade tem sido mais explorada de maneira popular, uma vez que a imagem de um homem flutuando no espaço encantou milhões de pessoas no mundo todo. E, de fato encanta até hoje. Mas, o que poucos não sabem, é o que os efeitos da ausência de força gravitacional pode provocar nos corpos humanos. Já imaginou isto?

 

Então, pense sobre a possibilidade de ser empurrado de um lado para o outro, flutuando no espaço sem sofrer a ação da força da gravidade. O que é de fato verdadeiro, é que esta sensação é a primeira a ser sentida por quem está sem a força da gravidade sendo exercida sobre seu corpo. Mas não é apenas isto. Durante alguns relatos de astronautas foi percebido que eles sentiam inflar as veias do pescoço poucos minutos após saírem da atmosfera da Terra. Alguns sentidos – como o paladar e o olfato – também ficam alterados: os astronautas só conseguem sentir o sabor das comidas muito temperadas. Outras partes do corpo ainda são afetadas, como os pulmões. Na superfície terrestre, os níveis de oxigênio e de sangue nesse órgão são constantes; já no espaço, esses níveis se alteram.

 

Nas viagens longas, ainda há outro problema que é constantemente notado. Os problemas de ordem psicológica. Astronautas, por exemplo, ficam limitados a um espaço, além de serem isolados da vida normal da Terra. Tais mudanças podem provocam ansiedade, insônia, e depressão.

 

Ao retornarem ao planeta, há ainda o efeito oposto: o de sentirem alguns problemas por terem sido reintroduzidos em campo com gravidade. Há um nítido enfraquecimento dos ossos, além de perda parcial do equilíbrio constante. Alguns médicos estudam os efeitos da gravidade e a ausência delas no corpo humano. Alguns chegaram a apontar que os efeitos de falta de gravidade se assemelham, e muito, a chagada à velhice. Pode ser que a máxima esteja correta: idade avançada é perda da gravidade.

27. abril 2015 por Geografia Legal
Categoria: Geografia | Tags: , , , , |

O Desenvolvimento da Geografia Moderna

A Geografia Moderna

A geografia é uma ciência que ajuda a compreender melhor todos os fenômenos naturais, sociais e políticos que se desenvolvem no planeta. Ser geógrafo é ter habilidade com os conhecimentos com que esta ciência humana trabalha, e atuar de maneira dinâmica no entendimento de processos humanos – como o homem se organiza, como se dá o funcionamento dos elementos que estão na superfície terrestre, bem como estes estão inter-relacionados de maneira intrínseca.  Como a própria palavra sugere a geografia também estuda diretamente a descrição do planeta, ajudando a melhorar outros estudos que, por ventura, estão diretamente relacionados ao próprio desenvolvimento da humanidade.

 

A geografia, embora nãos seja uma ciência exata, possui uma diversidade de técnicas que corroboram com o fortalecimento de outros conhecimentos que ajudam diretamente no desenvolvimento humano, em especial o que se chama hoje de geografia moderna, cujas bases se fundamentaram ainda no final do século XIX, mas que teve sua consolidação no século XX. Foi o pensador alemão Humboldt que apresentou as bases que iriam fundamentar todo o pensamento moderno, em torno da geografia. Estas ficaram conhecidas como leis generalistas, que definiu a geografia como sendo uma área de conhecimento que abriga diversas outras áreas.

 

Tais leis implicaram em demonstrar que a geografia poderia ser dividida por áreas, dentro de uma mesma ciência: ela, portanto, se ocuparia de estudos espaciais, aspectos naturais, sistematização de mapeamentos. Tudo embasado em dados. Estas leis também passaram a envolver até mesmo métodos de estudos para um melhor aproveitamento dos estudos geográficos.

 

A partir de então, a formação de geógrafo, nas instituições de ensino passaram a ser mais intensas, as quais também promoveram o surgimento de diversas correntes ideológicas, dentro da própria ciência, a geografia. Surgiram, então, diferentes pontos de vista, que fundamentaram o desenvolvimento de uma diversidade de estudos em torno de temas que, até então, não eram explorados. Foi o grande impulso para o desenvolvimento de áreas que viriam a ser de suma importância para o século XX e início do XXI – as bases da Revolução Tecnológica, por exemplo.

 

Daí para frente, a geografia evolui de forma considerável e rápida. Como a disciplina recebeu uma grande demanda de conceituações e métodos, ela agregou formas de análises distintas, que passaram a estabelecer relações diretas com o ser humano.

 

Portanto, hoje, o que se chama de geografia moderna está dividida nas seguintes áreas de estudo: geografia de percepção, voltada para o indivíduo; geografia radical, centrada nos movimentos e processos sociais; e na geografia de gênero, que se aplica diretamente à análise de campo.

22. abril 2015 por Geografia Legal
Categoria: Geografia | Tags: , , |

O Continente Europeu

A Europa

Um dos menos continentes do planeta, mas que existem diversos países é um dos continentes onde a história também se faz antiga e viva. Com uma área territorial de 10.530.751 quilômetros quadrados, que corresponde a 7% das terras emersas do planeta, esse continente possui uma particularidade: ele está fisicamente ligado à Ásia, juntos são conhecidos como Eurásia.

 

A Europa é uma imensa península, em razão de seu litoral recortado. Está localizada no oeste da eurásia, sendo que o seu território permanece quase em sua totalidade no oriente, acima do paralelo do Equador, ou seja, no hemisfério norte. O território desse continente limita-se ao norte com o Oceano Glacial; com os mares Mediterrâneo e Negro ao sul; Oceano Atlântico a oeste e com os Montes Urais, o Rio Ural e o Mar Cáspio ao leste.

 

São muitos os países que constituem a entrecortada geografia da Europa, são todos relativamente pequenos, enquanto extensão territorial, o que já não pode ser observado em relação à Rússia, que ocupa mais de 40% da área total da Europa. O restante abriga os demais 40 países. Embora muitos países europeus possuam territórios relativamente restritos, tornaram-se verdadeiras potências políticas e econômicas mundiais ao longo de suas histórias, como o Reino Unido, a Alemanha, a França e a Itália, países que constituem o chamado grupo G8 – os países mais ricos do planeta.

 

Em relação às características geográficas, a Europa pode assim ser traduzida: é de extrema particularidade. Tanto que se observa uma variação enorme em relação a relevo, hidrografia, clima e vegetação.

 

O relevo da Europa contêm as planícies e os maciços antigos, ocupando especialmente o centro e o norte do continente, com alguns desdobramentos que são chamados de modernos. Estes são compostos por áreas montanhosas, provenientes do pouco tempo de processo erosivo, portanto sofreu pouco desgaste. Tal característica é comum desde o sul até a Península Ibérica.

 

De clima temperado, as temperaturas são mais amenas, e podem ser classificadas como montanhoso, oceânico, continental, subpolar, mediterrâneo.

 

A hidrografia da Europa apresenta características que estão ligadas diretamente a composição climática do continente, o que torna os seus rios pequenos, considerando-se a sua extensão territorial.

 

A vegetação também é bastante variada e isto se deve principalmente, a diversidade de composição de solo, e dos diferentes climas. Na Europa podem ser encontradas as vegetações do tipo Tundra, floresta conífera, floresta temperada, as estepes, e as vegetações mais mediterrâneas.

22. abril 2015 por Geografia Legal
Categoria: Continentes, Geografia | Tags: , , , |

O Continente Asiático

Continente Asiático

Localizado a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental, o continente asiático é o maior dentre todos os 6 continentes, com uma área de 44 milhões de quilômetros quadrados. Também é o continente que mais possui limites geográficos: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.

 

E não é somente isto. Trata-se de um continente que mais abriga países, com elevado número populacional: China, Índia, Indonésia, Paquistão, Bangladesh e por último, Japão.  Isto significa dizer que 47% da população da Terra está no continente asiático.

 

Como se trata de um continente de dimensões homéricas, a Ásia também é marcada por uma diversidade natural, econômica e cultural. Pode-se dizer, portanto, que a Ásia é terá de contrastes. É por isso que, para entendê-lo, sob o ponto de vista de sua diversidade, diz-se que o continente Asiático está dividido Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).

 

A Ásia é um continente que conta com uma história milenar e que sempre abrigou povos com culturas muito distintas. Graças à extensão do continente e às altas cadeias montanhosas que impedem a passagem do ar frio do norte em direção ao sul, e do ar quente das correntes marítimas do sul em direção ao norte, a Ásia apresenta um clima bastante variado, além de possuir regiões desérticas. Em locais de grade altitude, o clima é de frio intenso, podendo chegar às temperaturas de -30°C. Também é possível vislumbrar um clima de monções, com um clima repleto de ventos periódicos que atingem o continente devido às variações de pressão atmosférica entre este e o mar.

 

O mesmo pode ser observado no relevo da Ásia. Bastante variado, abriga a maior depressão terrestre depressão geográfica do planeta: o Mar Morto, que está abaixo do nível do mar a mais de 392 m. Em contraste, a Ásia ainda abriga o ponto mais alto do mundo: o Monte Everest, com os seus 8.848 m de altitude. Há ainda muitas planícies, em particular na região da antiga Mesopotâmia.

 

A vegetação também é muito variada, e sofre as interferências climáticas e de relevo. As principais encontradas são a tundra, a taiga, as estepes, as pradarias, as savanas, e as florestas equatoriais.

22. abril 2015 por Geografia Legal
Categoria: Continentes, Geografia | Tags: , , , |

O Continente Americano

América Latina

Localizado no ocidente, fixado entre os oceanos Pacífico e Atlântico. Esse continente ocupa uma área de 42 189 120 km², onde vive cerca de 902 milhões de habitantes, o Continente Americano, é ainda chamado de Américas, uma vez que nele estão centrados 35 países e mais de 18 territórios. O Continente Americano ainda está subdividido em América do Norte, América Central e América do Sul.

 

Geograficamente, é possível encontrar em sua extensão cadeias de montanhas como as Rochosas na América do Norte; a Sierra Madre Ocidental, na América Central; e a Cordilheira dos Andes, na América do Sul. Há também grandes planícies, como as que ocorrem nas bacias hidrográficas do Mississipi, localizada nos Estados Unidos e do Amazonas, no Brasil. O ponto mais elevado de todo continente fica na Argentina, o Aconcágua, com 6.959 metros de altitude.

 

A população americana pode ser classificada por sua diversidade étnica, já que foram vários os povos a ajudar na constituição populacional que hoje habita as Américas, entre eles podem ser destacados os nativos indígenas, os europeus desbravadores, entre os quais se têm os espanhóis, os ingleses, os irlandeses, os italianos, os portugueses, os franceses, os alemães, os holandeses, os negros africanos, os asiáticos, os mestiços e os mulatos.

 

Há uma regionalização linguística muito marcada nas Américas, pois há uma grande parte da população geral que fala línguas que são oriundas do latim – daí a expressão América Latina, que está localizada do centro ao sul. Já a parte da população que fala o idioma derivado do anglo-saxã, está predominantemente fixada na América do Norte.

 

O menor estado soberano que constitui a América é o Canadá, com os seus 9.984.678 quilômetros quadrados. Já o menor estado soberano da América é São Cristóvão e Nevis, com pouco mais de 260 quilômetros quadrados.

 

As temperaturas nas Américas variam muito, uma vez que o continente possui extremidades, indo do extremo sul do planeta ao extremo norte. A maior temperatura já registrada foi 56,6°C, no Vale da Morte, nos Estados Unidos, e a menor, – 61,4°C, nas Ilhas Árticas.

 

O desenvolvimento das Américas segue a mesma linha extrema de suas temperaturas: do mais alto índice de desenvolvimento humano, que pode ser visto nos Estados Unidos, a mais dura pobreza, que é visível nas ruas do Haiti, onde a renda per capita não ultrapassa 706 dólares anuais.

 

Curioso também que em diversos países há alto índice populacional, mais baixo índice de povoamento.

22. abril 2015 por Geografia Legal
Categoria: Continentes, Geografia | Tags: , , , |

O Ciclo do Ouro no Brasil

Brasil e o Ciclo do Ouro

No final do século XVII, as exportações de açúcar brasileiro, que era produzidos nos engenhos do nordeste, em particular na Bahia e Pernambuco,  começaram a diminuir. Isto ocorreu, pois a Holanda havia começado a produzir este mesmo produto nas ilhas da América Central. O açúcar dos holandeses possuía preços muito mais baixos e com qualidade superior ao do brasileiro, foi então que o mercado consumidor europeu passou a dar preferência para o açúcar holandês. Na prática, ocorreu, portanto, a primeira crise econômica da colônia, que por sua vez, ainda reservava muita riqueza a ser descoberta.

 

Muitos outros europeus que aqui aportavam vinham em busca de ouro. Eles conheciam muito bem todos os processos de exploração do minério, bem como tinham grande espírito aventureiro – não se importavam em viver sem qualquer tipo de luxo ou se embrenhar em matas com elementos desconhecidos. Ainda no século XVI, a primeira expedição liderada por Fernão Dias veio ao Brasil, na tentativa de encontrar jazidas de prata e de esmeralda. Fernão aportou em terras que mais tarde seriam destinadas aos paulistas e, seguiu viagem para a região onde hoje é a cidade de Sabará, em Minas Gerais. Entretanto, a atividade da mineração somente viria a crescer o século XVIII.

 

Como a economia de Portugal ainda estava muito abalada com o declínio das vendas do açúcar, a notícia de que aqui havia minas de prata e pedras preciosas, fez com que o governo iniciasse a procura por ouro no sertão. Elas pessoas que vinham de todas as regiões de Portugal, em busca de jazidas de minérios, e que se instalavam especialmente no sul e sudeste do Brasil. Mas vinha gente do próprio país em busca da promessa da existência de tais riquezas. Foi então que os paulistas e os forasteiros (todos os que vinham de fora) iniciaram, uma disputa pelo ouro, que culminou na guerra dos Emboabas, entre os anos de 1708 – 1709.

 

O governo então decidiu controlar de maneira rígida a exploração do ouro, e retinha a quinta parte de tudo o que era encontrado – daí o imposto cobrado pelos portugueses ter ficado conhecido como o “quinto do ouro”. Foi assim que a mineração tomou o lugar do açúcar, iniciando o chamado “ciclo do ouro” no Brasil.

 

Para Portugal, o processo de mineração foi uma maneira encontrada para pagar as dívidas que tinha contraído com a Inglaterra, contudo por conta de contrabando, acabou perdendo grande parte do que esperava reter. A região das Minas também ficou repleta de índios, escravos, bandeirantes, colonos, e de outras pessoas que tinham o desejo de enriquecer. Muitos escravos escondiam o ouro no próprio corpo e com parte do que encontravam acabaram comprando suas liberdades. Outros tantos, que foram largamente escravizados durante o período, fugiram para os chamados quilombos.

 

O ciclo do ouro entrou em decadência no final do século XVIII, quando as minas começaram a se esgotar.

22. abril 2015 por Geografia Legal
Categoria: Brasil, História | Tags: , , , , |

← Artigos anteriores

Novos artigos →