O Nascimento e Desenvolvimento das Pólis

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No século XII a. C., dórios e jônios invadiram a Grécia. Com o tempo, eles fundaram cidades-estados independentes, as quais denominaram de pólis. Algumas delas, como Atenas, tenderam à democracia.

 

Por volta de 1.200 a. C., os dórios e os jônios invadiram o território  grego e expulsaram os aqueus para a Ásia Menor. Os dórios, invencíveis com as suas armas de ferro, estabeleceram-se no sul, enquanto os jônios se fixaram na zona central, na península Ática. Até o século VIII a. C., houve grande miscigenação entre os invasores e a população local.

 

Foi nesse período, que a organização política e social sofreu uma transformação, visto que ela ainda se baseava na posse da terra. Os membros de genos, grande família ou clã da aristocracia que se considerava descendente de um antepassado comum, prestavam culto aos mesmos deuses. Em toro desses genos foram se formando grupos sociais que, ao longo do tempo, cresceram e constituíram cada qual uma cidade-Estado ou pólis. Além do espaço urbano, as cidades-Estados compreendiam os territórios vizinhos, mas eram independentes do resto.

 

Os membros dos genos fundador formavam um grupo privilegiado que dispunha de todos os direitos – esses nobres, conhecidos em Atenas com eupátridas – eram os donos das terras, controlavam as riquezas, detinham os poderes militar e político. A população restante abrangia camponeses que não tinham direitos nem contavam com a proteção de nenhum tipo.

 

Dos séculos VIII a.C., a VII a. C., as pólis passaram por grandes transformações e mudanças econômicas, sociais e políticas, entre as quais a mais importante foi a colonização de novas terras impulsionada pelo fato de muitas pessoas deixarem a Grécia por estarem descontentes com a oligarquia. Com isso, nas regiões do Mediterrâneo ocidental e do mar Negro surgiram colônias vinculadas às metrópoles, no entanto, independentes. Todo esse processo, além de favorecer o comércio, o artesanato e o uso da moeda, deu origem a um novo grupo social, formado por comerciantes, armadores e artesãos.

 

Pode-se dizer que a força e a coesão do genos, como aglutinador social, foram minado à medida que artesãos, comerciantes e armadores conseguiram ascender por seu próprio mérito, nas escala social.  Estabeleceu-se uma luta pelo poder político no qual camponeses, sempre ameaçados por dívidas, decidiram apoiar o novo grupo social contra a aristocracia. O conflito levou à instauração da democracia, em cidades como Atenas. Nesse processo tiveram grande participação Licurgo e Sólon, bem como os tiranos como Psístrato.

 

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27. abril 2015 por Geografia Legal
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