Mobilidade Urbana: O Deslocamento das Pessoas nas Grandes Cidades

Um dos grandes problemas da atualidade que é objeto de estudo da geografia é a questão da mobilidade urbana. Nos últimos anos, a questão do trânsito se agravou consideravelmente, em especial em cidades como São Paulo, capital do maior Estado do Brasil. O acúmulo de veículos nas ruas causa prejuízos, estresse, acidentes e poluição, e tende a piorar nos próximos anos, caso não sejam adotadas políticas mais eficientes.

 

Uma das causas do elevado trânsito se deve também à concentração de pessoas nas cidades – não somente em São Paulo, mas em outras capitais e cidades importantes do país -, bem como a falta de planejamento urbano, e aos constantes incentivos fiscais à indústria automobilística, que somadas a falta de incentivo aos novos projetos e melhorias do sistema público de transporte, tornam caótico o deslocamento diário das pessoas.

 

Cerca de 80% da população latino-americana vive em centros urbanos, de acordo com pesquisa realizada pela Organização dos Estados da América e Caribe, sendo que 14% das pessoas vivem em cidades como São Paulo e Cidade do México, esta última é considerada como a que apresenta uma das piores taxas de mobilidade urbana do mundo. Estas cidades não cresceram de forma planejada, não havendo políticas claras de urbanização,  infraestrutura que permitissem um menor deslocamento das pessoas. No geral, a população mora longe dos centros, onde ainda são oferecidas as melhores oportunidades de trabalho, com os melhores salários e precisam passar horas no transporte público que, se não é precário, não atende a toda demanda.

 

Isto faz com que parte da população, que tem mais condições, acabe optando pelo sistema de transporte individual – o carro. De acordo com o Observatório das Metrópoles houve um aumento de mais de 77% de carros nas ruas, apenas na última década. E não é apenas isto. A frota de motocicletas também aumentou consideravelmente nos últimos dez anos, tendo no mínimo, dobrado.

 

Dos dados colhidos foi a cidade de São Paulo que mais sofreu com o crescimento da frota individual.  Durante o período em que houve a análise, foram mais de 3,5 milhões de foram parar nas ruas. Acontece que não houve nenhum projeto paralelo que acompanhasse tal crescimento. É como entender que as ruas não foram alargadas, muito menos as pessoas passaram a encontrar os seus trabalhos próximos de suas casas.

 

Vale ressaltar que hoje o problema da mobilidade urbana é mundial e está longe de ser solucionado de forma eficaz.

21. abril 2015 por Geografia Legal
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