Mobilidade Urbana: Meios de Transportes no Brasil

Um dos temas estudados pela geografia é a mobilidade urbana. Nos estudos de mobilidade estão englobados tanto o que é como também quais são as razões que dificultam ou não o acesso das pessoas aos mais diversos locais em uma cidade grande. Os modais de transportes responsáveis pela logística entre os diferentes espaços, organizando redes e fluxos de mercadorias, pessoas e informações entre os diferentes territórios. Todos estes elementos se organizam como informações que são fornecidas a um sistema de transporte que está diretamente ligado à economia bem como às suas atuações. Contudo, toda a organização e logística interfere no funcionamento e organização do meio urbano, bem como na capacidade de modelar o quadro espacial e temporal.

 

Para entender como funciona este complexo sistema, é importante conhecer os modais de transporte público, ou seja, os meios que servem de mobilidade urbana. São eles: rodoviário, ferroviário, aeroviário e aquaviário.

 

No Brasil, o sistema rodoviário foi largamente impulsionado por volta de 1920, quando decidiu – se, por meio de leis institucionais voltadas para o desenvolvimento do país, articular o transporte entre as regiões brasileiras. Basicamente, modelo implantado foi o da década de 1950, quando Juscelino Kubistchek, por meio de uma de suas máximas mais conhecidas,  institucionalizou que “governar um país, era abrir estradas”. Foi então que se promoveu o Modelo Rodoviarista – ampliação e melhoramento de rodovias. O modelo da política rodoviarista foi mantido por longos anos.

 

Já o modal Ferroviário brasileiro totaliza aproximadamente 30.000 quilômetros de extensão, uma malha considerada de pequena extensão ao comparar com sua dimensão territorial. Existem, no Brasil, duas grandes empresas ferroviárias: a RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A), aberta a concessão na década de 1990, e a FEPASA (Ferrovias Paulistas S.A). As ferrovias brasileiras, em contexto com a década perdida de 1980, entram em estado de sucateamento e esterilização da ampliação da malha ferroviária nacional por motivos de austeridade fiscal.

 

O transporte aeroviário é bem recente no país. Com o desenvolvimento após a Segunda Guerra Mundial, estabeleceu-se uma nova referência de velocidade de deslocamento. Este modal é o responsável pelo transporte de vários produtos denominados de alto valor agregado. Também pode servir para o transporte de produtos e mercadorias de baixo peso unitário, com intuito de entregas urgentes, como equipamentos médicos, transplante de órgãos, equipamentos científicos. Há ainda o transporte de pessoas (passageiros) que é a modalidade dentro do modal aeroviário mais rentável.

 

Por último, tem-se o modal aquático de transporte, que é a modalidade mais econômica, particularmente para grandes cargas e longas distâncias, em especial para o Brasil, porque este é privilegiado pelos recursos hídricos.

21. abril 2015 por Geografia Legal
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