A Sociedade Indiana

Outras culturas também se destacaram na antiguidade, afora as egípcias, gregas e romanas. Uma delas é a sociedade Indiana – cheia de riqueza e com muitos elementos filosóficos a transmitir, desde a sua formação. No entanto, no ocidente, muito da herança deixada por essa sociedade ainda é desconhecida.

 

No segundo milênio antes de Cristo, arianos, precedentes do planalto da Pérsia – onde hoje é o atual Irã – começaram a se instalar no vale do rio Indo – atual Paquistão, povos que não possuíam seus territórios unificados. Eles então impuseram- se politicamente e estabeleceram uma língua que na época ficou conhecida como sânscrito, bem como uma religião também própria e que seria comum aos que lá se estabeleceram. A religião é o hinduísmo, que na época ficou conhecida como védica. Criou-se ainda um sistema de castas, para organizar a vida social, mas que era muito hierarquizada e rígida.

 

Trata-se de um longo período que foi marcado por alguns momentos de desagregação política e outros de criação de impérios que conseguiram unificar grande parte do que se conhece do território indiano. É o caso, por exemplo, do rei Asoka, que unificou a Índia sob o regime budista.

 

Foi no ano de 327 a.C, que o macedônio Alexandre Magno, seguiu com suas tropas até o rio Indo e submeteu ali alguns príncipes indianos. Somente após a retirada dos macedônios, é que se consolidou na Índia a chamada dinastia Máuria, entre os anos de 321 a. C. a 184 a. C., cuja melhor fase foi a do governo de Asoka, entre os anos de 264 a. C., 277 a. C. Somente depois do apogeu é que essa dinastia passou por um período de fragmentação, até que, durante o século IV, a disnastia Gupta – 320 d.C a 535 d. C – unificou todo o norte da Índia, que conhecemos hoje.

 

Durante este período da antiguidade indiana, duas religiões foram fundamentais para o desenvolvimento dessa sociedade: o hinduísmo e o budismo.

 

O hinduísmo crê que a alma reencarne até que fique totalmente purificada. Ela então é absorvida pela alma do universo, chamada de Brahma. As castas sociais são parte do Brahma; os brâmanes são, portanto, os sacerdotes, os xátrias os militares, os vaixias os burgueses, os sudras os camponeses  e artesão e os párias os excluídos da sociedade.

 

Já no budismo, que é contra todo este sistema, está baseado em quatro princípios fundamentais: tudo na existência é dor; a cauda da dor é o desejo; o fim da dor é o fim do desejo; e a fórmula para a supressão do desejo é a prática do asceticismo, ou seja, ter uma vida moral totalmente correta. Somente assim, é possível atingir o nirvana – o estado total de harmonia com o universo.

 

Tais ensinamentos hoje são largamente propagados em alguns locais do ocidente.

16. abril 2015 por Geografia Legal
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