A História da Páscoa

Entre as culturas ocidentais, a páscoa é uma das comemorações mais importantes de que se tem conhecimento. Sua origem é milenar e sua conotação está intrinsecamente ligada às questões religiosas. A mais conhecida delas refere-se à morte e ressureição da figura de Jesus Cristo que, morto pelo exército romano, teria ascendido aos céus. A páscoa marca no universo católico, portanto, o renascimento de Cristo.

 

No entanto, há outras perspectivas históricas que dão contornos singulares para a evolução da páscoa, as quais se devem fazer conhecidas. Como por tradição, muitas pessoas conhecem a páscoa como sedo apenas um evento ligado aos processos de formação e propagação do cristianismo, que floresceu em localidades onde o politeísmo era predominante, ou cercada por narrativas míticas. Todas elas, de uma maneira ou de outra, foram incorporadas ao mito ressurreição de Cristo, que fundamentou de maneira pungente a história da páscoa.

 

No entanto, é importante salientar que em outras culturas também existe a ideia da imortalidade, que é passada transmitida através de séculos pela páscoa – a morte e ressureição de cristo. A crença de que haveria uma vida abençoada após a morte, também está presente em culturas como a egípcia.

 

Diferentemente de outras culturas, a páscoa cristã também se apoia nas histórias bíblicas, para fundamentar a sua veracidade, que é considerada, inclusive, pelos historiadores como peça fundamental para a páscoa de que se tem conhecimento. Os textos bíblicos que recontam a trajetória vivida pelo filho do carpinteiro e de Maria, e que teria a missão de libertar o seu povo da opressão exercida pelo Império Romano.

 

Vale ressaltar que há outras interpretações históricas para a páscoa, sendo que uma delas é anterior a vinculada ao cristianismo. Trata-se da história do povo hebreu – os judeus – que comemoram no período de páscoa – pessach (em hebraico “passagem”). O período de pessach, para os judeus é um período de libertação e festividade, já que ele é a lembrança da libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio, pelas mãos de Moisés.

 

Nesse sentido, há uma comparação entre as duas histórias, ambas válidas para o contexto da páscoa – período de renovação e renascimento, no sentido religioso.

 

A páscoa ganhou os contornos que existem hoje, no universo católico em 325, durante o chamado Concílio de Niceia, cujo objetivo era estabelecer uma data que pusesse fim às dentições de comemoração do período até então, o que não foi possível, por uma questão diretamente ligada ao calendário. No século XVI, com a adoção do calendário gregoriano e que houve o estabelecimento da data, que sempre é comemorada após a primeira lua cheia do equinócio da primavera.

15. abril 2015 por Geografia Legal
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