A Abolição da Escravatura no Brasil

Desde o período em que se deu início à colonização do Brasil, por parte dos portugueses, não havia mão de obra para trabalhar nas novas terras. Em principio, os portugueses tentaram escravizar os índios, que foram colocados, de forma impiedosa para trabalhar nas lavouras. Entretanto, como eram guiados pelos padres jesuítas, estes saíram em defesa dos indígenas, que de certa maneira, ainda evitaram um desastre maior. Não satisfeitos com a situação e precisando de mão de obra, os portugueses fizeram os que outros europeus à época estavam fazendo – foram em busca de negros escravizados em África, para que estes fossem submetidos ao trabalho escravo na colônia brasileira.

 

Dessa maneira, deu-se início ao processo de escravidão no Brasil. Os negros eram trazidos em navios vindos de África – eles eram jogados dentro dos porões dos navios, de forma cruel, e sem a menor condição de higiene. Muitos deles morriam durante a viagem, e após desembarcarem em terras brasileiras, eram vendidos aos  fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam da forma mais desumana possível.

 

A prática era considerada normal sob o ponto de vista do colonizador europeu e dos que faziam uso da mão de obra dos africanos. Havia uns poucos que eram totalmente contra, e que passaram a ser conhecidos por abolicionistas. Tratava – se de um grupo seleto formado por intelectuais, religiosos, poucos políticos e pessoas comuns da população.  Ainda assim, a escravidão no Brasil perdurou por mais de 300 anos. O que mantinha a escravidão era principalmente a questão econômica, já que o país contava somente com o trabalho escravo para realizar as tarefas pesadas como os trabalhos na agricultura e mesmo os domésticos das casas dos senhores de engenho.

 

A região sul do país foi a primeira a criar medidas contra o trabalho escravo, fazendo a contratação de mão de obra assalariada, constituída tanto por alguns brasileiros de origem mais humilde, como de imigrantes estrangeiros que vinham para o Brasil em busca de melhores oportunidades de trabalho, já que a Europa passava por uma grande crise.

 

Além disso, era iminente o desejo de se instalar indústrias nas grandes cidades, mas não seria possível empregar mão de obra escrava. Pressionada pela Inglaterra, que não queria ter seu nome associado ao de países onde ainda vigorasse a escravidão, em 1850, houve a extinção do tráfico negreiro, e mais tarde, em 28 de setembro, a criação da lei do Ventre Livre, que tornava livres os filhos nascidos de escravos no país. Seguiu-se ainda a implementação da lei dos Sexagenários – que tornava livres os escravos com mais de 65 anos, no ano de 1885.

 

Foi somente em 13 de maio de 1888 que a então Princesa Isabel, assinou a Lei Áurea, ponto fim ao processo de escravidão.

09. abril 2015 por Geografia Legal
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