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O Egito e o Desenvolvimento Cultural

A Cultura do Egito

Os egípcios eram politeístas e acreditavam na vida após a morte. Da força de suas crenças nasceu a arte egípcia, que é legado para as civilizações modernas. Foram templos erguidos aos deuses e tumbas construídas aos mortos. Mas não foi somente isto, houve grande desenvolvimento nas áreas de artes plásticas e na escrita hieroglífica.

 

Havia inúmeras divindades cultuadas no Egito antigo, ao todo foram contabilizadas pelos estudiosos mais de 3 mil. Isto porque cada região tinha os seus próprios deuses, sendo que alguns, como Amon, Rá, Osiris e Hórus eram adorados em todo o território egípcio. Eos egípcios também adoravam animais como os crocodilos; havia a adoração ainda por elementos naturais como as terras férteis do Nilo e pessoas – como era o caso do faraó, considerado a própria personificação humana de um deus na Terra. Os deles, de modo geral, eram representados com o corpo de um humano e, alguns, com a cabeça de animais.

 

Os egípcios também acreditavam na vida após a morte e no retorno da alma ao corpo, daí a necessidade de conservar o corpo, que teria futuramente uma segunda vida. Por conta disso, eles desenvolveram a técnica da mumificação, que consistia em envolver o cadáver em faixas de linhos puro e guardá-lo em sarcófagos, tudo feito em madeira e muito ouro. No interior do sarcófago, era costume dos egípcios colocar rolos de papiro contendo o que eles acreditavam ser formulas mágicas. Eles enterravam tudo em uma tumba especial, que seria a residência do morto. Os mortos ainda eram rodeados por todos os tipos de objetos que lhes seriam úteis na nova vida, desde alimentos, móveis, joias, carros, barcos, bem como estatuetas que representavam os seus escravos e os seus soldados.

 

Havia diversos tipos de tumbas – as mastabas, por exemplo, eram tumbas mais antigas que representavam uma câmara subterrânea; já as pirâmides, eram enormes tumbas erguidas para guardar os corpos dos faraós; e os hipogeus, eram túmulos escavados nas rochas. Mas engana-se que ficavam todos sem qualquer tipo de segurança: para impedir os roubos dos tesouros lá escondidos, a disposição das tumbas era algo bem complexo e complicado.

 

As esculturas feitas pelos egípcios tinham um significado altamente religioso, quando um faraó, por exemplo, morria, seu corpo era embalsamado e depositado em um sarcófago, que, por sua vez, ia para uma tumba. As estátuas eram feitas em pedra com  intuito de abrigar a alma do morto.

 

Os egípcios ainda deixaram muitas esculturas em barro, as quais representam cenas do cotidiano. Há uma enorme quantidade de pinturas que também retratavam o dia a dia deles. A função não era apenas decorativa, mas também religiosa.

27. abril 2015 por Geografia Legal
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O Espaço Grego e a Sua Expansão

A Expansão da Grécia

A península Balcânica, onde se encontra a Grécia, é uma região muito montanhosa e de clima sec. Por isso, os antigos gregos voltaram-se para o mar, fundaram colônias nas costas e estenderam sua cultura pelo Mediterrâneo.

 

A Grécia Antiga ocupava a parte sul da península dos Bálcãs, conjunto de ilhas do mar Egeu e na costa da Ásia Menor. Sua paisagem caracterizava-se por três  elementos fundamentais – as montanhas, que eram bem numerosas e elevadas; as planícies e vales, nos quais era praticada a agricultura; e a proximidade com o mar. Como o cenário montanhosos dificultava a locomoção por terra, o povo grego logo se voltou para o mar Mediterrâneo, importante via de comunicação e também reserva de alimentos. O litoral da Grécia conta ainda com grande número de portos naturais, daí a pesca e o comércio serem atividades importantes. Graças a esse panorama, os gregos transformaram-se em excelentes marinheiros e comerciantes.

 

Embora as pólis – as cidades gregas –  na época fossem independentes, e tivessem as sua próprias leis, moeda, governo e exército, elas compartilhavam o sentimento de pertencer à mesma civilização, já que todos os seus habitantes falavam grego e adoravam os mesmos deuses. Nunca houve, no entanto, uma unidade entre as pólis.

 

Nos séculos VIII a. C., a VI a. C., muitos gregos foram obrigados a buscar novas terras em razão do crescimento da população, da oligarquia, e do crescente endividamento de grande parte dos camponeses. Dessa maneira, pequenos grupos de voluntários ou pessoas escolhidas por sorteio saíram navegando toda a costa mediterrânea e seguiam fundando novas colônias. Entre elas, as mais importantes eram Siracusa, na ilha Sicília, Massília – atual Marselha, na costa francesa – e Ampúrias, na costa castelhana.

 

A expansão se deu por meio de duas correntes migratórias: a corrente do oeste e a corrente do leste.

 

A corrente do oeste aconteceu entre 750 a. C., e 650 a. C., os gregos rumaram para as ilhas e para a costa do mar Jônio, para a Sicília, sul da península Itálica e da França; para a Líbia e o noroeste da península Ibérica.

 

Já a corrente do leste aconteceu depois de 650 a. C., quando os gregos fundaram colônias a costa do mar Negro.

 

No entanto, para a fundação de novos assentamentos eram necessárias algumas medidas, como garantir a segurança, obtida mediante acordos com os chefes nativos, bem como a existência de terras cultiváveis. Também havia alguns a necessidade que no local houvesse alguns produtos, bem como matérias primas. Nessas novas cidades, eles preservavam a cultura, o modo de governar e os costumes. Com isso, a cultura se estendeu por todo o mar Mediterrâneo, mesmo sendo as cidades ainda independentes.

27. abril 2015 por Geografia Legal
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O Extrativismo no Brasil e a Sua Relação Com a Economia

Economia Por Extrativismo

Uma das áreas de estudo da geografia é a geografia econômica. Trata-se da área encarregada de estudar as condições econômicas do planeta, que pode ser afetada e / ou influenciada diretamente pelo clima, pela geologia e por fatores socioeconômicos.  Os estudos forjados nessa área possuem por objetivo comum, analisar os aspectos espaciais das atividades econômicas, em diversas escalas. A distância de uma cidade a outra e a demanda para a obtenção de diversos e diferentes produtos possuem papel quase decisivo nas relações econômicas das empresas. Já a existência alguns fatores organizacionais e naturais, podem afetar até mesmo a economia de países, é o caso de acesso ao mar por portos marítimos, ou a presença de matéria prima como petróleo.

 

Por isso, dentro da geografia econômica, estuda-se a questão do extrativismo ou atividade extrativista, como também é denominada. A atividade extrativista é realizada com tecnologia reduzida, ou seja, com a utilização de equipamentos e técnicas rudimentares. Neste caso, caracteriza-se por ser uma atividade com baixa produtividade, o que gera uma renda limitada para quem a pratica. A pesca artesanal praticada nos rios e no litoral, o garimpo de ouro de aluvião e a coleta de folhas, frutos e resinas extraídas de plantas e árvores são alguns exemplos de atividades extrativas que empregam tecnologia reduzida.

 

No Brasil, o extrativismo, basicamente, se dá no espaço rural. Ele destina-se à produção de alimentos  e matérias-primas. Consiste na exploração, direta da natureza, de produtos de origem vegetal, animal ou mineral. De modo geral, ela é produzida com tecnologia reduzida, bem como uso de equipamentos rudimentares. Isto faz com que a produção seja baixa com uma capacidade bastante limitada para quem a pratica. Nelas estão incluídas a pesca artesanal praticada nos rios e no litoral, o garimpo de ouro de aluvião e a coleta de folhas, frutos e resinas extraídas de plantas e árvores.

 

Outra atividade extrativista está diretamente relacionada com a extração e produção de petróleo e jazidas minerais. No entanto, estas dependem diretamente de aplicação de recursos financeiros por parte das empresas privadas ou do governo, pois são possíveis somente com a utilização de equipamentos sofisticados, técnicas avançadas e profissionais especializados na operação destas máquinas e equipamentos. Como a produção é feita em larga escala, os rendimentos e ganhos obtidos são relativamente mais expressivos.

 

A atividade de extração de madeira também é outro segmento realizado no Brasil. Mas, a madeira que é retirada de áreas como a da Amazônia provocam alguns problemas como desmatamento e contrabando de madeiras de lei.

27. abril 2015 por Geografia Legal
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O Fenômeno do Aquecimento Global

Aquecimento Global

Um dos fenômenos mais falados hoje na atualidade é o aquecimento global. Fenômeno climático de grande extensão, o aquecimento global vem atingindo o planeta desde os últimos 150 anos. O aquecimento global acontece em consequência das alterações ocorridas no planeta, sejam elas de causas naturais ou antropogênicas, as causadas pelos humanos.

 

De acordo com os cientistas do IPCC – Painel Intergovernamental em Mudança climática, que é gerenciado pelas Nações Unidas – a ONU – o século XX foi o mais quente dos últimos tempos, tendo sofrido um aumento considerável na temperatura média entre 0,3°C e 0,6°C. o que aos olhos de alguns pode parecer até inofensivo, é suficiente para  alterar todo o clima de uma única região.  E isto causa, consequentemente, problemas que vão desde o desencadeamento de desastres naturais até a modificação profunda em uma biodiversidade.

 

Uma das atribuições dadas pelos cientistas ao aquecimento global é o próprio processo natural de transição do planeta, uma vez que este é um processo dinâmico, longo, que não é recente. Ele vem acontecendo desde que a Terra saiu do processo da era Glacial para a Interglacial, sendo que o aumento da temperatura é o mais visível.

 

No entanto, há outros fatores que também corroboram para o surgimento do aquecimento global. Estes estão diretamente relacionados às atividades humanas, que através do aumento na queima de gases de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural intensificam o chamado efeito de estufa. Ao queimar essas substâncias são produzidos gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CO4) e óxido nitroso (N2O), que retêm o calor proveniente das radiações solares, como se o planeta estivesse dentro de uma estufa de plantas, como consequência desse processo temos o aumento da temperatura, também.

 

Outra frequente atividade humana, que pode ser uma das mais desastrosas e intensificadoras do processo de aquecimento global são os constantes desmatamentos das florestas, bem como as impermeabilizações do solo. Elas provocam de forma muito significativa o aumento das temperaturas, uma vez que não há vegetação que aclimatize melhor algumas regiões, que tendem a ficar mais quentes.

 

E ainda não é somente isto. O degelo das calotas polares também reforça todo este processo, afetando, muito mais algumas regiões, como oceano Ártico. Nos últimos anos, a camada de gelo que cobre este oceano se tornou 40% mais fina e sua área sofreu uma redução de aproximadamente 15%. As principais cordilheiras do planeta também estão perdendo sua massa de gelo e neve. As geleiras dos Alpes reduziram aproximadamente  40%, e, se este processo não for minimizado, a capa de neve que cobre o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, poderá desaparecer nas próximas décadas.

27. abril 2015 por Geografia Legal
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O Império Persa

Extensão do Império Persa

Por volta de 550 a.C., e sob a liderança do rei Ciro, os persas começaram a construir um vasto império. Os sucessores do rei estenderam as fronteiras do império, que foi conquistado pelas tropas de Alexandre Magno, ainda no século IV a.C.

 

No entanto, vale ressaltar que as origens do povo persa, bem como de seu império são mais remotas. Por volta de 1.500 a. C., os medos e os persas, ambos povos procedentes da Ásia, instalaram-se no território onde hoje é  atual Irã. A noroeste , os medos fundaram o reino de Média; os persas se estabeleceram ao sul do planalto iraniano, na região que os gregos denominavam de Persis (Pérsia). Esse território em que gregos se instalaram foi chamado de Iranshar, que significava “região dos arianos”, daí o nome Irã.

 

A história da Pérsia começa com o Ciro, o Grande, em 550 a. C a 530 a. C. Ciro era um nobre persa da família dos Arquemênidas. E sob o seu comando, os persas conseguiram submeter os medos e conquistar a Mesopotâmia, construindo o Império Persa. Seu sucessor, Cambises – 530 a. C., a 521 a. C., deu continuidade à política expansionista do pai e comandou a conquista do Egito.

 

A expansão não parou por aí. Ela atingiu seu ponto máximo com Dario I, em 521 a. C., que dominou a Ásia e algumas regiões da Europa. Ele foi o grande organizador do Império Persa. Já no início do século  V a. C., as colônias gregas da Ásia Menor se rebelaram contra o domínio persa. Esse evento provocou as Guerras Médicas, que culminaram com a vitória dos gregos. No século IV a. C., Alexandre Magno rei da Macedônia venceu o poderoso exército persa e conquistou o Império, pondo fim à dinastia Arquemênida. Depois de sua morte, que aconteceu em 330 a. C., seus generais dividiram o império, e o macedônio Seleuco passou a governar a Pérsia.

 

O império se organizava em unidades administrativas – que eram denominadas províncias ou satrapias. Cada uma era governada por um sátrapo ou governador, que desfrutava de grande poder e vivia de maneira muito luxuosa. Os sátrapas também eram controlados por um chefe militar real que os inspecionavam. Estes eram chamados de “olhos do rei”.

 

Além disso, vale ainda ressaltar que o império Persa era uma monarquia despótica centralizadora, em que o rei tinha poder absoluto e dispunha de vida e bens de seus súditos.

27. abril 2015 por Geografia Legal
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O Mercado de Trabalho Para Quem Se Forma em Geografia

Dia do Geógrafo

A geografia é a ciência que estuda os elementos que estão presentes na Terra, sejam eles naturais ou humanos. Trata-se de uma importante área do conhecimento e que, graças a ela, várias outras áreas se desenvolveram com os passar dos anos. A geografia está presente na vida do homem desde a Antiguidade. De acordo com alguns registros localizados por importantes historiadores, o pai da geografia teria sido Eratóstenes de Cirene, que viveu no século III a.C, na Grécia antiga. Erotóstenes de Cirene teria feito os primeiros cálculos a respeito da circunferência da Terra e, o mais interessante é que tais números deixados por ele se aproximam muito dos dados atuais.

 

Aquele que opta por fazer uma graduação em geografia vai se concentrar nos estudos sobre o planeta, e toda a ocupação humana sobre ele. Também é importante gostar de certos aspectos como a geografa física (relevo, vegetação, clima). O graduando analisa como as populações se relacionam com o ambiente e ocupam espaços rurais e sociais, e tais  conhecimentos o tornarão apto a elaborar planos diretores de municípios e diagnósticos para a redução do impacto ambiental causado por grandes obras civis. Com dados captados por satélites, confecciona e interpreta mapas. Portanto, quem se torna um especialista em geografia, possui um campo de atuação muito vasto. Vale ainda ressaltar que é um mercado muito promissor, não apenas pela amplitude, mas pela ausência de profissionais atuantes no mercado.

 

O geógrafo – nome dado a quem se forma em geografia – também estará apto a ministrar aulas tanto no ensino fundamental II como o médio. Outra opção é trabalhar com a elaboração de material didático, em particular para portadores de necessidades especiais visuais. O geógrafo poderá elaborar maquetes, mapas, globos, voltados para este grupo.

 

Mas não é apenas isto. Há ainda a possibilidade de atuar junto a alguns órgãos governamentais, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizando estudos socioeconômicos e ambientais e sobre planejamento urbano, rural e ambiental.

 

Os cursos de graduação em geografia tem duração média de 4 anos. Algumas universidades oferecem ainda as aulas de licenciatura – que permitem habilitação plena para lecionar. Há ainda a possibilidade de se fazer carreira acadêmica e se tornar um pesquisador da área. Os geógrafos, mesmo atuando na área da pesquisa, são comumente solicitados para atuar no mercado corporativo.

27. abril 2015 por Geografia Legal
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O Modo de Vida Dos Egípcios

Anúbis Deus Egípcio

A maior parte do povo egípcio era composta de camponeses. Alguns viviam em aldeias às margens do Nilo e trabalhavam no cultivo da terra, de acordo com o ritmo imposto pelas águas do rio. Já outros egípcios, viviam em cidades onde desenvolviam atividades ligadas ao comércio ou ao artesanato.

 

Nove em cada dez egípcios eram camponeses. De modo geral, as famílias eram formadas por um casal e seus filhos, sendo que todos os membros da família trabalhavam no campo.. os homens aravam a terra, em quanto as mulheres colhiam e os filhos faziam a semeadura. As crianças trabalhavam muito intensamente, desde muito cedo, com o intuito de ajudar a família.

 

Os egípcios passaram a utilizar uma ferramenta nova, que ajudou muito no processo do desenvolvimento da agricultura – o arado. Com a nova ferramenta, eles abriam a terra, formando sucos muito mais profundos e não tinham mais a necessidade de curvar-se ao chão, durante horas, para o preparo da terra.

 

Os camponeses se alimentavam daquilo que produziam – cereais, com os quais faziam as tortas e pães, largamente consumidos por eles, hortaliças, verduras e frutas. Com as uvas, também fabricavam o vinho e com a cevada faziam um tipo comum de cerveja consumida à época e que era  a bebida favorita deles. Nas aldeias, ainda era comum haver animais domésticos, dos quais os camponeses ainda conseguiam obter leite, carne, ovos e peles.

 

O trabalho agrícola, portanto, era o ritmo de vida dos egípcios comuns. Em meados de junho, quando as águas do rio Nilo subiam e inundavam os campos era um período marcado por menos afazeres. Quando as águas baixavam, por volta do mês de outubro, deixavam as margens férteis que era totalmente apropriada para o plantio. A colheita acontecia três meses depois, já em fevereiro.

 

Durante as temporadas de semeadura e colheita, os egípcios trabalhavam de sol a sol. Mas nos anos em que não havia cheia, por alguma razão climática, a população não tinha o que colher, portanto, passava fome. A sobrevivência de grande parte da população egípcia vinha do rio, por isso ele era adorado como se fosse também um deus na Terra.

 

Muitos camponeses eram recrutados pelo faraó durante a cheia do Nilo, para participar da construção de pirâmides e outras obras públicas, bem como trabalhar na manutenção de diques e ampliação de canais. Sem receber pagamento por isso.

 

Os camponeses viviam de maneira muito humilde. As mulheres das aldeias cuidavam dos afazeres domésticos, mas eram recrutadas para os trabalhos pesados, caso o faraó assim decidisse.

27. abril 2015 por Geografia Legal
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O Modo de Vida na Mesopotâmia

A Vida da Mesopotâmia

As cidades da Mesopotâmia se organizavam em torno do palácio e do templo. Para regulamentar as relações entre as pessoas, criaram-se os primeiros códigos de lei, como o famoso código Hamurábi.

 

As cidades da Mesopotâmia eram rodeadas por muralhas de ladrilhos secos ao sol e nelas destacavam-se dois edifícios: o templo, no qual era realizado o culto aos deuses, e o palácio, que era residência oficial do rei.

 

Para os mesopotâmios, os templos eram considerados residências dos deuses na Terra. Tais palácios foram construídos com tijolos de barro em forma de pirâmide escalonada, ou seja, com andares. Eles eram chamados de zigurates e tornaram-se um dos maiores símbolos dos povos sumerianos. Nas salas dos templos, eram realizados todos os tipos de rituais, desde os sacrifícios de animais aos deuses, oferendas às estátuas e práticas consideradas mágicas. Os templos funcionavam como centros religiosos, bem como eram a sede do governo, dos tribunais de justiça, das escolas, e do observatório astronômico.

 

Posteriormente, os reis assumiram o governo das cidades e os palácios reais passaram a ter as mesmas funções dos templos.

 

Tanto em torno dos palácios quanto dos templos, estendia-se o restante da cidade, em ruas largas, estavam localizadas as casas das famílias mais ricas; já nas zonas menores, viviam as pessoas de menor renda, constituindo a grande parte da população. Todos dessa zona viviam em casas feitas em adobe – um tipo de tijolo feito em argila e palha – e que também possuíam teto bem reto. Mas, apenas isto não bastava para regulamentar as relações entre as pessoas, por isso foram criados os primeiros códigos de lei, como o Hamurábi.

 

O código Hamurábi é uma compilação de 282 leis, que datam de 1772 a.C.. Hamurabi foi o sexto rei da Babilônia, responsável por decretar o código conhecido com seu nome, que sobreviveu até os dias de hoje em cópias parcialmente preservadas, sendo uma na forma de uma grande estrela ou monólito, do tamanho de um humano médio, além de vários tabletes menores de barro. Também é a legislação mais antiga de que se tem conhecimento, e o seu trecho mais conhecido é a chamada lei de talião. O bloco original onde foram escritas as leis está em exposição no Museu do Louvre, em Paris.

 

A sociedade já apresentava algumas desigualdades que podem ser vistas na própria divisão do trabalho. Os grupos mais privilegiados tinham todos os diretos garantidos, bem como possuíam a maior parte da riqueza. Eles estavam divididos em aristocracia, sacerdotes, funcionários, camponeses, artesãos, e mulheres. Cada grupo tinha obrigações bem definidas.

27. abril 2015 por Geografia Legal
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O Nascimento e Desenvolvimento das Pólis

A Grécia

No século XII a. C., dórios e jônios invadiram a Grécia. Com o tempo, eles fundaram cidades-estados independentes, as quais denominaram de pólis. Algumas delas, como Atenas, tenderam à democracia.

 

Por volta de 1.200 a. C., os dórios e os jônios invadiram o território  grego e expulsaram os aqueus para a Ásia Menor. Os dórios, invencíveis com as suas armas de ferro, estabeleceram-se no sul, enquanto os jônios se fixaram na zona central, na península Ática. Até o século VIII a. C., houve grande miscigenação entre os invasores e a população local.

 

Foi nesse período, que a organização política e social sofreu uma transformação, visto que ela ainda se baseava na posse da terra. Os membros de genos, grande família ou clã da aristocracia que se considerava descendente de um antepassado comum, prestavam culto aos mesmos deuses. Em toro desses genos foram se formando grupos sociais que, ao longo do tempo, cresceram e constituíram cada qual uma cidade-Estado ou pólis. Além do espaço urbano, as cidades-Estados compreendiam os territórios vizinhos, mas eram independentes do resto.

 

Os membros dos genos fundador formavam um grupo privilegiado que dispunha de todos os direitos – esses nobres, conhecidos em Atenas com eupátridas – eram os donos das terras, controlavam as riquezas, detinham os poderes militar e político. A população restante abrangia camponeses que não tinham direitos nem contavam com a proteção de nenhum tipo.

 

Dos séculos VIII a.C., a VII a. C., as pólis passaram por grandes transformações e mudanças econômicas, sociais e políticas, entre as quais a mais importante foi a colonização de novas terras impulsionada pelo fato de muitas pessoas deixarem a Grécia por estarem descontentes com a oligarquia. Com isso, nas regiões do Mediterrâneo ocidental e do mar Negro surgiram colônias vinculadas às metrópoles, no entanto, independentes. Todo esse processo, além de favorecer o comércio, o artesanato e o uso da moeda, deu origem a um novo grupo social, formado por comerciantes, armadores e artesãos.

 

Pode-se dizer que a força e a coesão do genos, como aglutinador social, foram minado à medida que artesãos, comerciantes e armadores conseguiram ascender por seu próprio mérito, nas escala social.  Estabeleceu-se uma luta pelo poder político no qual camponeses, sempre ameaçados por dívidas, decidiram apoiar o novo grupo social contra a aristocracia. O conflito levou à instauração da democracia, em cidades como Atenas. Nesse processo tiveram grande participação Licurgo e Sólon, bem como os tiranos como Psístrato.

 

27. abril 2015 por Geografia Legal
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O Período Colonial: Primeira Administração do Brasil

Fatos do Período Colonial Brasileiro

Os primeiros anos da história do Brasil podem ser tidos como um período que ainda há muita  valorização da cultura europeia em detrimento das outras, pois não se desconsiderava a existência dos índios em nosso país, antes da chegada dos portugueses. Portanto, pode-se dizer que a “história do Brasil somente começa a ser construída com o achamento da nova terra, em 1500”.

 

Os primeiros anos que se seguiram ao descobrimento, não houve propriamente a colonização da nova terra. Desde então, a nova terra passou a ser cobiçada e largamente explorada. A primeira administração, no entanto, somente foi elaborada em 1534, por Dom João III, que criou o sistema de Capitanias Hereditárias, para estimular a vinda de portugueses que ajudassem na administração e evitassem invasões por parte de outros europeus – como oque aconteceu no caso dos holandeses. Nesse sistema não trazia nada de novo, já que ele tinha sido testado em outras colônias portuguesas, como em algumas ilhas no Atlântico.

 

Como o território era muito vasto – e eles ainda não tinham uma real dimensão da área – Dom João III dividiu o território em 15 faixas de terras as quais foram doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, mas ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana de açúcar, com os próprios recursos. Somente depois que se comprometiam a fazê-lo é que recebiam as terras doadas.

 

Todo o capital português estava voltado para o investimento no comércio oriental, que trazia lucros imediatos. As capitanias eram passadas a particulares que tinham o interesse em vir colonizar o Brasil de duas formas diferentes: as cartas de doações e os forais. A primeira realizava a doação do lote ao donatário e especificava quais os poderes de que ele estava investindo. A segunda determinava os direitos e os deveres dos donatários.  Mas havia uma exigência: as terras não poderiam ser vendidas nem passadas a outrem, e a Coroa Portuguesa poderia requerê-las a qualquer momento.

 

Mas o sistema que parecia ser muito atrativo aos olhares dos que para cá vieram, logo fracassou, por conta de ataques indígenas e da pirataria.

 

Foram diversas as tentativas de estabelecer as capitanias hereditárias, mas a metrópole fracassou principalmente por conta da distância, e a própria falta de recursos tanto de Portugal como dos donatários que receberam as terras.

 

Depois disso, o governo português decidiu estabelecer um governo geral para a colônia, ficando a cargo de Tomé de Souza, que recebeu a missão de combater indígenas rebeldes, defender o território, procurar jazidas de ouro e prata, e também aumentar a produção agrícola.

 

O período de governo geral durou até a vinda da Coroa Portuguesa para o Brasil, em 1808.

 

27. abril 2015 por Geografia Legal
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